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BREVE CONSIDERAÇÕES SOBRE O SURGIMENTO

DA UMBANDA NO BRASIL

 

 

 

Autor: Lara Lannes

Equipe Genuína Umbanda

www.genuinaumbanda.com.br

 

Para entender o surgimento de nossa religião nas terras do Brasil, é necessário entender que a Umbanda é uma crença Universal, cultuada há milênios por diversas raças e que reúne, em si, elementos dos diversos cultos existentes em todos os continentes. Por isso se diz que é uma crença universalista.

Na sua vertente africana, pode-se dizer que quando os escravos africanos vieram para o Brasil, trouxeram a cultura de seus Orixás, que representam as energias que emanam de Deus e que cultuamos também em nossa religião. Esses escravos tinham consigo a cultura de cultuar seus Orixás ao pé de árvores que representavam a força de sua fé, assentando-os em Otás (pedras), razão pela qual ao serem proibidos por seus senhores de continuarem seus cultos nas senzalas, passaram a adotar o sincretismo religioso, inserindo seus otás dentro das imagens dos santos católicos que conforme sua crença, melhor representava seus Orixás.

Assim, nas senzalas foram montados altares católicos onde os sábios negros descendentes de toda uma linhagem espiritualizada e injustamente escravizados pelos brancos, associaram os santos católicos aos seus amados Orixás. São Jorge, por ser guerreiro e aguerrido, passou a representar o Orixá Ogum (RJ), forte, bravio, corajoso, senhor do metal, e assim por diante, cada Orixá passou a ser cultuado nos altares fazendo os senhores acreditarem ter convertido seus escravos ao culto católico. 

E assim, durante a comemoração aos santos católicos, os escravos louvavam seus amados Orixás, incorporando espíritos de Pretos-Velhos, Caboclos, etc. A partir do momento em que os escravos fugiam, formando quilombos, com a implantação de Leis como a do Ventre Livre, Sexagenário, e por fim, a Lei Áurea, os escravos - agora libertos - passaram a montar seus locais de culto, suas tendas e posteriormente terreiros, onde podiam livremente expressar sua crença nos Orixás. 

Passo contínuo, começam a surgir, por todo o país, as Casas de Macumba onde se praticava a incorporação de entidades, realizavam-se consultas e batiam “macumba”, já que o termo indicava antigo instrumento musical de percussão de origem africana, que passou a ser usado onde se ouvisse o ritmo africano. A Macumba acabou por alcançar a periferia das maiores cidades do país, levada pela grande massa de trabalhadores migrantes, ex-escravos que se viram sem trabalho, terras ou ofícios quando a escravidão foi abolida em 1889.

Mas, esse movimento ainda era um conjunto de práticas desconexas, sem um elemento de coesão que servisse para que a macumba passasse a ser vista como uma nova religião.

Ao mesmo tempo, começava o Espiritismo codificado por Allan Kardec a tomar força em solo brasileiro, espalhando-se os centros espíritas pelas capitais e cidades brasileiras. Ou seja, todos esses fatos, formavam um ambiente propício à instauração da Umbanda no Brasil.

Em 1904, Paulo Barreto, membro da Academia Brasileira de Letras sob o pseudônimo de “João do Rio”, lança o livro “Religiões do Rio”, onde o autor enumera as religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro que, naquela época era ainda a capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. Nesse livro, o autor demonstra os vários aspectos da manifestação da religiosidade na Capital carioca discorrendo acerca de igrejas, templos, terreiros de baixa magia, macumbas cariocas, sinagogas, citando entrevistas e fatos testemunhados nesses locais.  É evidente que no livro, apesar dessa ampla pesquisa, em nenhuma página aparece algo sobre a Umbanda, uma vez que essa terminologia só seria apresentada quando da incorporação do Caboclo das 7 Encruzilhadas, no médium Zélio de Moraes.

No ano de 1908, um rapaz de 17 anos, chamado Zélio Fernandino de Moraes, natural de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, preparava-se para o ingresso na carreira militar, na Marinha do Brasil, quando foi acometido de uma súbita paralisia que nenhum médico conseguia identificar a causa. Em um determinado dia, ergue-se do leito e declara: “Amanhã estarei curado”.

E assim ocorreu. No dia seguinte, levantou-se e voltou a caminhar como se nada houvesse acontecido. Sua família, não tendo tido nenhuma explicação médica, mesmo sendo de formação católica, aceitou a sugestão de um amigo para levar o jovem Zélio à Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro (que naquela época tinha sede em Niterói), em sessão presidida por José de Souza.

Zélio, nessa ocasião, incorporou um espírito, chamado Caboclo das 7 Encruzilhadas, que dizia ter vindo anunciar uma nova religião no Brasil. Era o renascimento da Umbanda.

No dia seguinte, na casa de Zélio Fernandino de Moraes, manifestou-se o Caboclo das 7 Encruzilhadas, que ditou as bases do culto e passou à parte prática dos trabalhos, curando enfermos.

Por outro lado, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. E também, o Caboclo Orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia. Muitos dos presentes, ao final da reunião, estavam curados.

Nesse dia, estavam presentes quase todos os membros da Federação Espírita, para verificar a veracidade das declarações da entidade que se autodenominava Caboclo das 7 Encruzilhadas.

A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica desse culto, que teria por base o Evangelho de Cristo e, como mestre supremo, Jesus.

O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca determinou sacrifício de aves ou animais para fortalecer o poder do médium, nem para homenagear entidades.

Assim, renascia a Umbanda, baseando seus princípios no ensinamento de que o espírito atravessa o tempo em diversas encarnações, sujeitando-se à lei do carma e, através dos médiuns - aparelhos dos quais se utilizam as entidades e guias da Umbanda para trazerem a mensagem dos planos superiores - desenvolve o trabalho de ajuda espiritual do qual a pessoa necessita, fortalecendo-a com palavras de incentivo e fé, para que esta consiga solucionar os problemas que esteja atravessando naquele momento, ou superando os obstáculos que apareçam em seu caminho.

Zélio se dedicou de corpo e alma a desenvolver o trabalho orientado pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas, tendo por auxiliares o Caboclo Orixá Malé e Pai Antônio. Estava assim fundada a Umbanda no Brasil.

O Caboclo das 7 Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. Através de Zélio de Moraes, fundou a Tenda Nossa Senhora da Piedade, em homenagem à Maria, mãe de Jesus, que foi raiz para outros sete principais núcleos: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, Tenda Espírita Santa Bárbara, Tenda Espírita São Pedro, Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge, Tenda Espírita São Jerônimo. A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, sua causa deriva do fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.

Zélio permaneceu por 55 anos administrando as atividades da Tenda Nossa Senhora da Piedade, tendo após esse período entregado a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, mas continuando seu trabalho na cidade de Boca do Mato, distrito de Cachoeira de Macacu, no Rio de Janeiro, no templo que denominou de “Cabana de Pai Antônio”  ao lado de sua esposa Isabel, onde ainda atendia diariamente os necessitados de auxílio físico ou espiritual que o procuravam.

Zélio Fernandino de Moraes desencarnou no dia 03 de outubro de 1975, após ter dedicado 66 anos de sua vida ao trabalho dentro daquela que seria a religião dos novos tempos do porvir.

(trecho extraído da Apostila Genuína umbanda, Volume I)

Nossa homenagem à nossa religião, ainda tão pouco conhecida por muitos em seus fundamentos, mas dotada de grande força espiritual. Que Oxalá continue dando força às entidades espirituais de Luz para que a cada dia seu progresso continue maior. Salve a nossa amada Umbanda! Salve todos os espíritos dedicados à essa tarefa ao longo desses 101 anos!

 


 

 

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