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05 DE OUTUBRO - SÃO BENEDITO

 

 

 

Oração à São Benedito

Ó São Benedito, modelo admirável de caridade e humildade, por vosso ardente amor a Maria Santíssima que colocou seu divino filho em vossos braços, por aquela doçura com que Jesus encheu o vosso coração, eu vos suplico:

Socoorrei-me em todas as minhas necessidades e alcançai-me de modo especial a graça que e neste momento vos peço...

Ó São Benedito, intercedei por mim que a vós recorro confiante. Vós que fostes tão maravilhoso e prodígio no atendimento aos vossos devotos, atendei a minha súplica e concedei-me o que vos peço.

Amém

 

Benedito Manasseri nasceu em 1526, na pequena aldeia de São Fratelo, em Messina, na ilha da Sicília, Itália. Era filho de africanos escravos vendidos na ilha. O seu pai, Cristóforo, herdou o nome do seu patrão, e tinha se casado com sua mãe, Diana Lancari. Considerados pela família à qual pertenciam, quando o primogênito Benedito nasceu foram alforriados junto com a criança, que recebeu o sobrenome dos Manasseri, seus padrinhos de batismo.

Casados, Cristovam e Diana viviam como bons cristãos, fiéis à Lei do Senhor e humildes numa vida de oração e trabalho. Sua mãe, conforme consta do processo de beatificação de São Benedito, era devota fervorosa do Santíssimo Sacramento e extremamente caridosa para com os pobres, dons que Benedito herdaria por toda a vida. Cristovam era fervoroso, voltado para Deus, a família e o trabalho. Recitava diariamente com edificante piedade o Rosário de Maria e o ensinava a quantos com ele trabalhava

São Benedito, o Mouro, como era chamado, foi pastor de ovelhas e lavrador. Foi muito fiel ao seu dever. Enquanto pastoreava, rezava piedosamente o Rosário. Procurava os lugares mais afastados, pelos altos montes, com boa pastagem e água para seu rebanho, para poder também orar e meditar. Certa vez o encontraram escondido em uma gruta, num momento de folga, de joelhos, olhos fixos no céu, todo arrebatado em êxtase. À partir desse dia, nunca mais o ridicularizaram.

Aos 18 anos decidiu consagrar-se ao Senhor, mas somente aos 21 anos foi chamado por um monge, Frei Jerônimo Lanza, para viver entre os Irmãos Eremitas de São Francisco de Assis.

Numa de suas viagens, Jerônimo conheceu Benedito, que num momento de descanso era injuriado e zombado pelos companheiros de trabalho por causa da cor da pele. Frei Jerônimo ouviu e repreendeu severamente os injustos e lhes disse em tom profético: ”Ah! hoje fazeis caçoada e ridicularizais este pobre negrinho; mas daqui a poucos anos vereis a sua fama correr todo o mundo!”. Voltando-se para o patrão lhe disse: ” Eu vos recomendo muito este moço porque logo ele virá em minha companhia e se há de tornar um santo religioso!”

Alguns dias depois, Frei Jerônimo voltou àquele lugar e diz, ao ver Benedito: ”Que fazes aqui? Vamos! Vende estes bois e vem comigo.” Benedito não teve dúvidas e o seguiu. Seus pais, não obstante necessitassem da ajuda monetária do filho, não se opuseram à vocação do filho.

 Professou os votos de pobreza, obediência e castidade. Era exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade e pela obediência.

Andava descalço, dormia no chão sem cobertas e fazia muitos outros sacrifícios. Muitas pessoas o procuravam pedindo conselhos, orações e alcançavam muitas curas.

Embora simples irmão leigo e analfabeto, a sabedoria e o discernimento que possuía fizeram com que fosse nomeado mestre de noviços e mais tarde eleito superior do convento. Atendia a consultas de muitas pessoas que o procuravam para pedir conselhos e orientação segura. Foi favorecido por Deus com o dom dos milagres.

Tendo concluído seu período como superior, retornou com humildade e naturalidade para a cozinha do convento, reassumindo com alegria as funções modestas que antes desempenhara.

E foi na cozinha do convento que ele morreu, no dia 4 de abril de 1589, como um simples frade franciscano, em total desapego às coisas terrenas e à sua própria pessoa, apenas um irmão leigo gozando de grande fama de santidade, que o envolve até os nossos dias.

Cultuado inicialmente pelos escravos negros, por causa da cor de sua pele e de sua origem - era africano e negro -, passou a ser amado por toda a população como exemplo da humildade e da pobreza. Esse fato também lhe valeu o apelido que tinha em vida, "o Mouro". Tal adjetivo, em italiano, é usado para todas as pessoas de pele escura e não apenas para os procedentes do Oriente. Já entre nós ele é chamado de são Benedito, o Negro, ou apenas "o santo Negro".

No Brasil, entre os escravos, foi muito difundida sua devoção, geralmente associada à de Nossa Senhora do Rosário, à de Elesbão, Imperador negro da Etiópia, e à de Efigênia, princesa também negra e igualmente etíope.

Foi canonizado em 1807, pelo papa Pio VII. Seu culto se espalhou pelos quatro cantos do planeta. Em 1652, já era o santo padroeiro de Palermo, mais tarde foi aclamado santo padroeiro de toda a população afro-americana, mas especialmente dos cozinheiros e profissionais da nutrição. E mais: na igreja do Convento de Santa Maria de Jesus, na capital siciliana, venera-se uma relíquia de valor incalculável: o corpo do "santo Mouro", profetizado na infância e ainda milagrosamente intacto. Assim foi toda a vida terrena de são Benedito, repleta de virtudes e especiais dons celestiais provindos do Espírito Santo.

Mesmo antes de sua canonização, a adoração a São Benedito já havia atravessado fronteiras, através dos negros escravos, e era forte o movimento para que a Igreja Católica beatificasse Benedito, de São Fratello, Sicília. Os negros brasileiros logo se identificaram com o santo em razão de sua cor e descendência africana. Originários de Angola, Moçambique, Congo e outras regiões, os negros tiveram de adaptar suas crenças africanas à religião católica ensinada pelos padres portugueses, destacando-se a devoção a São Benedito.

Os historiadores afirmam sobre o Santo:

Benedito foi mestre admirável, e assombrou os mais instruídos com sua ciência, ele que nem sequer sabia ler! Maravilhas de Deus, que acolhe os humildes, os pequeninos, para confundir o orgulho e a soberba dos grandes e sábios.”

Há tanta identificação com a cristandade brasileira que até sua comemoração tem uma data só nossa. Embora em todo o mundo sua festa seja celebrada em 4 de abril, data de sua morte, no Brasil ela é celebrada, desde 1983, em 5 de outubro.

Uma crença bem difundida no Brasil é "dar café" ao santo, isto é o primeiro café feito de manhã deve ser dado para São Benedito, algumas pessoas usam esta crença com o preto-velho também dando o primeiro café para ele.

Na Umbanda, São Benedito representa a falange dos Pretos-Velhos. No Candomblé, sincretiza com o Orixá Ossãe, o Senhor das Folhas.

LENDA DE SÃO BENEDITO

Das imagens de São Benedito, ninguém deixa de notar que ele exibe um tufo de rosas nas dobras do burel. (Burel: Tecido grosseiro de lã). Esse particular está ligado à uma lenda que corre mundo. E explica a forma inédita por que ali foi representado o milagroso franciscano.

O humilde frade era despenseiro, ou seja, encarregado da Despensa do convento. Mas, como bom franciscano, confundia a despensa dos seus irmãos com a sacola dos esfomeados que vinham pedinchar diante da porta da casa de Deus. Não sabia dizer não. Ficava aflito sempre que ouvia um pobrezinho de Cristo dizer que ainda não tinha comido um bocado de pão. Por isso, costumava desencaminhar o melhor da despensa para acudir à fome dos deserdados da terra.

Mas à hora das refeições, os frades, coitados, só encontravam à mesa o caldinho ralo, as folhas de hortaliça e os bocados de pão de rala. Passaram a reprovar a conduta do ecônomo, ou seja, eclesiástico incumbido da administração de uma casa grande ou dos bens de uma abadia. E o superior, zeloso da boa ordem conventual, teve de chamar à sua presença o negro, aconselhando-o a moderar um pouco os excessos da sua caridade, sob pena de matar de fraqueza os santos religiosos…

Ele, porém, por mais que se esforçasse, não conseguia mudar de conduta. Sempre que podia, apanhava alguns comestíveis, metia-os nas dobras do burel e lá ia, disfarçadamente, levá-los aos infelizes. Mas aconteceu que numa dessas escapulidas, no comprido e umbroso corredor do convento, encontrou-se com o superior. Sentiu-se surpreendido em pecado e não soube o que fazer.

- Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito?

- Rosas, meu senhor.

– Ah! Mostra-mas… Quero ver de que qualidade são!

Benedito, confuso, trêmulo, desdobrou o burel franciscano. E, em lugar dos alimentos suspeitados, apresentou aos olhos pasmos do superior uma braçada de rosas.

 

PONTOS CANTADOS:

"Aruê minha São Benedito
A coroa de Zambi
Tem gongá
Auê, auê, auê
A coroa de Zambi
Tem gongá."

"São Benedito na língua de Zambi
Também sabe ler ê, ê, ê, ê, ê
Se Mucambo é bom
Também sabe ler."

"Santo Antônio é santo de mesa
São Benedito é santo maior
Quero ver, quero ver
Na mesa de Umbanda eu quero ver."

 

"Santo Antônio era menino
São Benedito era rapaz
Corre, corre Santo Antônio
Eu quero ver quem corre mais."

"São Benedito, é um santo padroeiro
São Benedito, é um santo padroeiro
Se não fosse Benedito
Não acabava o cativeiro."

"Lá na mata tem folhas
Tem rosário de Nossa Senhora.
Aruê meu São Benedito
São Benedito que nos valha nesta hora."

 

 


 

 

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